Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Eu tinha ideia de abrir 350 padarias na minha rua, mas não me deixaram!

Ontem no Jornal da noite da SIC somos informados que o Estado recusou dois projectos de investimento que criariam 12 mil postos de trabalho. Saltei da cadeira: Está tudo doido? O Estado está cheio de incompetentes? Como se pode ver aqui, tratava-se de dois projectos de parques de diversões nos concelhos de Alenquer e Azambuja. 

Entre outras barbaridades, o locutor explica-nos o que considera ser  "o caricato da situação" : Basílio Horta chumbou o primeiro projecto porque haveria um segundo projecto semelhante e o segundo pela existência do primeiro.

Mas Ana Lourenço irá tirar o assunto a limpo mais tarde no programa Dia D, em entrevista a  Basílio Horta. Então este explica que o primeiro projecto não tinha viabilidade financeira, pelo que não poderia ser classificado como projecto PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional)  e o segundo, como o próprio promotor reconheceu em carta, nunca seria viável se existisse o primeiro.  

Entre outras pequenas incorrecções da SIC, salta à vista que era impossível existirem dois mega-parques de diversão juntinhos, pelo que somar o número de postos de trabalho dos dois e dizer que o Governo não quer criar 12.000 empregos é jornalismo às três pancadas. Digo eu e estou a ser simpático.

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publicado por Oscar Carvalho às 08:19
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3 comentários:
De Caty Waves a 26 de Março de 2009 às 19:47
É Jornalismo-Sonso!
De lili a 27 de Março de 2009 às 23:29
Entretanto, ficou-se sem nenhum parque temático.
De nehalem a 17 de Abril de 2009 às 02:09
O mais interessante é catalogar este tipo de... errrr.... projectos - PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional), numa época em que nada ou quase nada produzimos para consumo próprio, mais uma vez iríamos desperdiçar milhões em PIN's de interesses privados externos.
Quantos aos 12000 empregos, aposto como seriam somente para imigrantes ou trabalhadores não qualificados dos serviços. Interesse nacional seria apostar na investigação, aplicar o potencial de todos os diplomados no desemprego na inovação, na procura de novas fontes de receitas para o país que não sejam o endividamento crónico público e privado em obras faraónicas, etc... etc...

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