Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Galaico-portuguesices

Como diz o entrevistado com muita razão, em Portugal sabe-se muito pouco dos nossos irmãos galegos. Eu acrescentaria que se sabe pouco da nossa história comum e por consequência da história de Portugal.
O "tradutor" (não faz muito sentido chamar tradução do galego para o português) da reportagem é um excelente exemplo disto chegando ao ponto de confundir Galécia (província romana onde se encontrava todo o Norte de Portugal) com Galiza (por volta do minuto 2:40).
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publicado por Miguel Carvalho às 21:54
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15 comentários:
De Eduarda a 11 de Dezembro de 2007 às 10:43
É uma pena quanto da excepção fazemos a regra. A jornalista da reportagem é um excelente exemplo de muitas outras coisas. E sim, sou amiga dela.

De Miguel Carvalho a 11 de Dezembro de 2007 às 11:26
Eu não quis fazer a regra deste caso em particular.. ou melhor não quis dizer que a jornalista sabia pouco em geral. (Se é isso que parece, peço desculpa). Continuo a achar que se sabe pouco em Portugal sobre a nossa história comum, apenas disse que o erro da jornalista era um exemplo disso.

Não duvido da profissionalidade da jornalista, aliás nem sei se foi ela que legendou a entrevista. Agora ler a página da wikipedia sobre a Galiza seria o mínimo exigível para quem vai fazer uma reportagem sobre a "nação" galega.
De Eduarda a 11 de Dezembro de 2007 às 12:01

Ups...mea culpa... em vez de «quando da excepção», escrevi «quanto da excepção». O resto da frase continua a fazer sentido...


beijinhos

De Carla Carvalho a 15 de Dezembro de 2007 às 15:40
Caro Miguel Carvalho,

Este comentário leviano é um grande exemplo de como em Portugal, e no jornalismo em particular, a mediocridade reina e muitos falam sem terem competência para o fazer.
Qualquer pessoa de boa fé imaginará que numa estação de televisão como a SIC não são os jornalistas que fazem as traduções, existindo um departamento especializado responsável por essa função. E, no caso, como é óbvio para qualquer criatura pensante, a jornalista em questão, não tem qualquer responsabilidade na matéria.
Em segundo lugar, a jornalista em particular e os jornalistas em geral nada têm a ver com aspectos técnicos de realização dos telejornais.
No que a competência e conhecimento diz respeito, a jornalista em questão tem 16 anos de provas dadas nessa matéria e poderia, caso tal seja necessário e face à sua disponibilidade, dar lições gratuitas de jornalismo em geral, jornalismo televisivo em particular, boa educação e boa fé.

Sem mais de momento,

Carla Carvalho
Jornalista
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Caro Miguel Carvalho, <BR><BR>Este comentário leviano é um grande exemplo de como em Portugal, e no jornalismo em particular, a mediocridade reina e muitos falam sem terem competência para o fazer. <BR>Qualquer pessoa de boa fé imaginará que numa estação de televisão como a SIC não são os jornalistas que fazem as traduções, existindo um departamento especializado responsável por essa função. E, no caso, como é óbvio para qualquer criatura pensante, a jornalista em questão, não tem qualquer responsabilidade na matéria. <BR>Em segundo lugar, a jornalista em particular e os jornalistas em geral nada têm a ver com aspectos técnicos de realização dos telejornais. <BR>No que a competência e conhecimento diz respeito, a jornalista em questão tem 16 anos de provas dadas nessa matéria e poderia, caso tal seja necessário e face à sua disponibilidade, dar lições gratuitas de jornalismo em geral, jornalismo televisivo em particular, boa educação e boa fé. <BR><BR>Sem mais de momento, <BR><BR>Carla Carvalho <BR>Jornalista <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>p.s.</A> para qualquer esclarecimento adicional elsinore@gmail.com
De Miguel Carvalho a 15 de Dezembro de 2007 às 17:04
Cara Carla Carvalho

Tem toda a razão quando diz que é claro que não são os jornalistas a fazer as traduções. Pensei nisso quando escrevi o post, e já admiti o meu erro por não explicitar isso em comentários anteriores.

Agora custa-me a crer que os jornalistas não façam uma revisão final da peça - em termos de montagem e tradução - e não tenham um voto na matéria antes de ela ir para o ar. Afinal, são eles os responsáveis máximos da peça. Se não o fazem, não estaremos certamente perante uma situação que se possa apelidar de bom jornalismo.

Não posso deixar de notar que não comenta o erro que refiro no post (e repare, o post foi apenas sobre esse erro, e não a sua capacidade como jornalista). E note-se que apesar da peça dar destaque aos tais objectivos políticos do escritor, que serão diferentes dos da plataforma, é precisamente na explicação deste ponto em destaque que está o erro.

Não percebi o seu comentário sobre a realização dos telejornais... Nunca me referi a isso.

Cumprimentos e o meu obrigado por responder - de certa maneira - às minhas críticas.
De Anónimo a 16 de Dezembro de 2007 às 01:50
Caro Miguel Carvalho,


Apenas dizer-lhe e (e da minha parte para encerrar este assunto) que está mal informado acerca dos processos de trabalho numa estação de televisão e como certamente compreenderá não me compete , nem seria sequer deontologicamente correcto, esclarecê-lo.
Agradecia que corrigisse o seu comentário porque como certamente também já percebeu ele não só não tem qualquer sentido (eu não tenho qq responsabilidade na questão que refere) como é ofensivo da minha pessoa e do meu bom nome como jornalista.

Agradecendo a atenção,

Carla Carvalho
De Miguel Carvalho a 16 de Dezembro de 2007 às 11:56
Ok, admito que não estou bem informado, e alterarei de seguida o meu comentário.
Contudo depreendo do seu esclarecimento que os jornalistas na SIC não têm a última palavra sobre uma peça antes de ela ir para o ar, apesar de serem eles que a assinam. Ou seja, haverá alguém que poderá sempre modificar o resultado final à revelia do jornalista, o que me deixa um pouco chocado com o comportamento editorial da SIC. E não está em causa a "grau" do retoque final, apenas o facto de ele poder existir.
Mas vá lá, não se sinta ofendida, eu sei que isto está para lá das suas competências. É uma crítica ao topo da hierarquia na SIC.

Cumprimentos
De Eduarda a 16 de Dezembro de 2007 às 19:15
Caros colegas,

Carla e Miguel, ambos Carvalho. Da Carla conheço a vontade e o seu jeito particular de fazer bem e fazer diferente. Do Miguel só o Floco conheço. No entanto, advinho-lhe traços nas entrelinhas, nas reportagens que vou acompanhando numa visão à distância. Por isso, sinto-me no dever de apaziguar as linhas que acima foram escritas. Na certeza que ambos têm razão. E quem vos diz, amiga é...
De Eduarda a 16 de Dezembro de 2007 às 19:16
Caros colegas,

Carla e Miguel, ambos Carvalho. Da Carla conheço a vontade e o seu jeito particular de fazer bem e fazer diferente. Do Miguel só o Floco conheço. No entanto, advinho-lhe traços nas entrelinhas, nas reportagens que vou acompanhando numa visão à distância. Por isso, sinto-me no dever de apaziguar as linhas que acima foram escritas. Na certeza que ambos têm razão. E quem vos diz, amiga é...
De Miguel Carvalho a 17 de Dezembro de 2007 às 17:19
Quando refere o "Floco" e diz que "adivinho-lhe traços nas entrelinhas, nas reportagens que vou acompanhando numa visão à distância"receio que esteja a confundir-me com outro Miguel Carvalho, esse sim jornalista e recentemente escritor.

Quanto a apaziguar, eu acho que estamos "settled". A Carla informou-me que as os jornalistas na SIC não têm a última palavra a dizer sobre o que vai para o ar em nome deles, e eu admiti a minha ignorância e a minha leviandade ao escrever o post.
De José a 19 de Dezembro de 2007 às 02:32
Esta polémica tem a sua piada: os senhores jornalistas fervem em pouca água quando se lhes aponta qualquer falha.
Esquecem-se que passam a vida a fazer isso aos outros...
Mas suponho que este blog não pretende comprar guerras com ninguém mas apenas exigir rigor àqueles que desempenham a importante missão de nos mostrar o mundo. Aos nossos "olhos" todos temos o dever de exigir que vejam com limpidez.
De Miguel Carvalho a 22 de Dezembro de 2007 às 20:23
Exactamente.
No outro dia estava a tentar lembrar-me de alguma classe profissional com influência na coisa pública que não fosse criticada frequentemente. Advogados, políticos, professores, sindicalistas, polícias, juízes, técnicos sociais, arquitectos, engenheiros, médicos, enfermeiros, etc.. tudo é criticado MENOS os jornalistas. Vivem numa redoma de vidro que eles próprios controlam.
Mas disse muito bem, não cremos comprar guerras com ninguém, apenas exigir rigor.
De Lobo a 1 de Janeiro de 2008 às 20:36
Afinal qual é o mote desta discussão?
Saber qual é a competência de um jornalista?
Ou saber porque é que as televisões portuguesas legendam reportagens em galego?
É que na verdade a tv da galiza não apresenta legendas das reportagens feitas em português.
A propósito até já vi reportagens em trás-os-montes serem legendadas.
Tenham dó...
E deixem de puxar dos galões para fugir á verdadeira questão.

De Miguel Carvalho a 2 de Janeiro de 2008 às 08:53
Para mim - que foi quem escreveu o post - a questão central era mesmo o desconhecimento dos responsáveis pela reportagem da matéria sobre a qual estavam a falar....
De Lobo a 2 de Janeiro de 2008 às 22:05
Está certo.
As minhas sinceras desculpas pela má interpretação do teu post.
Mas acredita que a confusão entre "galiza" e "galécia" não foi inocente.
Se calhar o autor das legendas sabia mais história do que qaulquer um de nós.
E todos sabemos como é a lingua portuguesa: "muito traiçoeira".

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