Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Jornalistas qualificados há muito que deixaram o DN

Empregados qualificados estão a deixar o Estado diz hoje em letras gordas a capa do DN, graças a Manuel Esteves.
Ora erros de raciocínio:

1. A amostra a que o DN se refere é pequena, 103 quando o Estado tem centenas de milhar de trabalhadores.
2. Poderia ser que fosse representativa (o que salvaria o ponto 1), mas é uma amostra enviesada porque se refere afinal apenas ao Ministério da Agricultura.
3. A mostra também é enviesada porque não se tratam de saídas normais, mas resultam de um processo extraordinário no quadro da mobilidade especial, processo este que começou... no Ministério da Agricultura!
4. Fala-se em "sete técnicos superiores, (...) 12 médicos veterinários e 12 engenheiros técnicos agrários", mas nunca em percentagens dentro de cada categoria! Quem nos diz que a percentagem de "empregados qualificados" a sairem não é mais baixa do que a percentagem de "não-qualificados" a sairem?? Ao ser este o caso, acontece exactamente o contrário do que diz o título.
5. Imaginando que todos os outros pontos estivessem correctos, não será que poderíamos estar aqui perante a saída de empregados que mais recentemente entraram nos quadros - o que faria deles mais qualificados (em termos burocráticos) devido à sua idade? Ou seja não poderia ser o factor antiguidade nos quadros que está ali espelhado? Manuel Esteves não o verifica. Ao ser esse realmente o factor principal, bem se poderia escrever na capa "empregados que mais saem à noite deixam o Estado", "empregados com menos netos e filhos deixam o Estado" ou outra parvoíce do género. Quem diz idade, diz outra coisa qualquer.
6. Os funcionários em causa nem sequer são propriamente trabalhadores, porque estavam todos colocados em mobilidade especial. Enquanto o título leva a entender que são os empregados, que estando numa situação normal de emprego, decidem sair do Estado.
7. A meio do texto uma pérola: "Os melhores vão-se embora? Esta é uma pergunta à qual ainda não se pode responder". Então?! Afinal nem o próprio Manuel parece sustentar a afirmação na capa e no título interior!
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publicado por Miguel Carvalho às 11:35
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