Domingo, 25 de Maio de 2008

Quando os jornalistas pensam por nós

É impressionante a quantidade de vezes que temos jornalistas a tirar conclusões do quase nada, sendo que a conclusão mais fácil e que vende mais é... é a crise. Por que é que não se limitam a informar-nos da realidade?

Vem este comentário a propósito de mais uma capa do Público. O principal texto da capa começa assim: "O aumento anormal dos preços no consumo estão [sic] a levar muitos portugueses a optar pelos supermercados mais baratos (discount) e pelas marcas próprias das grandes cadeias de distribuição (também mais em conta)."

Em lado nenhum é dito de onde vem esta conclusão que Ana Rita Faria se lembra de tirar!  O único dado que apresenta é o aumento da quota de mercado dos supermercado discount e dos produtos de marca branca.

Não é possível, por exemplo, que existam agora mais supermercados discount, e que apenas isso esteja por detrás pelo aumento da sua quota de mercado? O mesmo se aplica ao produtos de marca branca. Não pode ter havido uma aposta neste tipo de produto por parte dos supermercados1, o que também explicaria este aumento? Nada que passe pela cabeça da Ana.

 

1. No supermercado que mais frequento, esta aposta é clara, mas eu não caio no mesmo erro. Não concluo o que me apetece do nada.

publicado por Miguel Carvalho às 16:00
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5 comentários:
De Álvaro a 27 de Maio de 2008 às 22:00
Acho este trabalho de análise crítica bastante importante, sobretudo numa altura em que os media atingem o nível pobre que se conhece, sem excepções. Mas também não ficaria mal ter um pouco mais de atenção às gralhas. Afinal, um cata-disparates tem de ter cuidado com a forma como escreve, não? Repare-se bem, para não ir longe, na nota a este artigo: caiu em vez de caio, concluiu em vez de concluo/concluí. A citação do título do Público também está truncada... A melhorar, por favor, sob pena de retirar crédito à análise.
De Miguel Carvalho a 28 de Maio de 2008 às 12:12
Os meus sinceros agradecimentos. É o problema de escrever sem reler com atenção. Hoje foram "só" 2 erros ortográficos mas por vezes chego a esquecer palavras.


Agora, porque é que diz que a frase do Público está truncada? A frase está lá inteira, não poderia incluir aqui todo o texto, nem tirei a frase fora de contexto (aliás era a primeira frase), nem omiti nada importante. O que ficou de fora até me poderia ajudar na minha crítica, porque indica que os supermercados não-discount também aumentaram as vendas.

Cumprimentos

De Álvaro a 28 de Maio de 2008 às 14:59
Caro Miguel, a frase do Público ou estava errada na origem ou foi citada de forma errada: em "O aumento anormal dos preços no consumo estão a levar..." há um erro de concordância – ou diz "O aumento... está a levar..." ou diz "Os aumentos... estão a levar...". Cumprimentos.
De Miguel Carvalho a 28 de Maio de 2008 às 15:22
Caro Álvaro, o erro é do Público e vou acrescentar o habitual [sic] para não haver dúvidas.
Só não compreendi porque diz que foi truncada, quando o que está em causa é um erro de português.
De Álvaro a 3 de Junho de 2008 às 16:10
Caro Miguel, tem toda a razão. na primeira leitura, dado o erro que apontei, pareceu-me que a frase tinha um corte. Afinal é apenas uma gralha...

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