Domingo, 20 de Julho de 2008

Título negro, contrariado pelo texto

(Obrigado ao nosso leitor JF)

 

"(...) o consumo voltou a cair" diz Pedro Duarte no Diário Económico no subtítulo.

No texto lemos "Segundo os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal relativos a Julho de 2008 hoje divulgados, em relação ao consumo privado, no trimestre terminado em Maio o índice de volume de negócios no comércio a retalho, divulgado pelo INE, aumentou em termos reais 0,4%, face ao período homólogo do ano passado.

 

E para abrilhantar a aldrabice, uma só até ficava mal, o Pedro lá acrescentou o habitual "voltou" no "voltou a cair".

 

publicado por Miguel Carvalho às 22:06
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13 comentários:
De B a 21 de Julho de 2008 às 21:58
O que o Pedro Duarte queria dizer era que: " o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial do consumo privado, calculado pelo Banco de Portugal, voltou a diminuir face ao mês anterior". O indicador coincidente do consumo privado desceu face ao mês anterior e os indicadores de consumo desaceleraram. Faltou acrescentar indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial no subtítulo antes de consumo privado. Estava quase lá...
De Miguel Carvalho a 21 de Julho de 2008 às 22:22
Pois, ele pode ter tido a melhor das intenções... agora o que escreveu é mentira. Até podia estar quase quase quase lá, mas passou a mensagem oposta à realidade.

O seu comentário só me faz lembrar uma enorme discussão que tive com um estudante que estava furioso por eu não lhe ter dado pontuação alguma numa pergunta de verdadeiro ou falso. Dizia ele, indignado, que a única coisa que faltava na resposta dele eram três letras apenas no meio da frase.
E era verdade.
As três letras em falta eram N Ã O.
De B a 21 de Julho de 2008 às 22:48
Não há dúvida que o que foi escrito é obviamente um disparate mas fica a dúvida no ar...será que o que o jornalista acha que o indicador coincidente do consumo é o mesmo que o consumo? Para futuras notícias do género...as duas expressões NÃO são sinónimas! Pode ser que erros futuros sejam evitados...
De Miguel Carvalho a 21 de Julho de 2008 às 23:04
Peço desculpa.. julguei que estava a tentar desculpar o jornalista no comentário anterior.

A experiência mostra-me que os erros são repetidos...
há contudo pelo menos um caso de um jornalista que deixou de repetir um dado erro, depois de o termos assinalado várias vezes aqui.
De bicodeprata a 22 de Julho de 2008 às 09:37
definir termos

Consumo humano: corresponde às quantidades de produtos consumidos pela população residente, quer sob a forma de produto primário, consumido nesse estado, quer sob a forma de produto industrializado, convertido a primário, durante o período de referência.

Índice volume de negócios: Quantia líquida das vendas e prestações de serviços (abrangendo as indemnizações compensatórias) respeitantes às actividades normais das entidades, consequentemente após as reduções em vendas e não incluindo nem o imposto sobre o valor acrescentado nem outros impostos directamente relacionados com as vendas e prestações de serviços.


Estimados senhores de pente fino, vocês estão confundindo batatas com alhos: como indico na definição de termos acima descrita.

Explico: o consumo é a quantidade de bens consumido por exemplo quilos de batatas que caíram com respeito a quantidades anteriores.

Enquanto ao volume de negócios é em dinheiro que aumento, isto se deve a que a inflação aumenta o preço dos produtos, mas existe uma diminuição do consumo dos produtos por parte das pessoas, isto é uma sinal de crises económica.
Quer dizer a empresa vende mais em dinheiro mas menos em produtos. porque os preços estão mais caros.



De Miguel Carvalho a 22 de Julho de 2008 às 11:11
Consumo humano? Não quereria dizer consumo privado?

É verdade que a variação do consumo privado, propriamente dito, é dado por outro indicador.. e este também não é negativo.

Mas quando falamos em "consumo", podemos querer dizer muita coisa (o consumo privado é o mais habitual, mas há muitos outros). A julgar pelo texto, o "consumo" a que o jornalista se refere no 1º parágrafo é o índice de volume de negócios no comércio a retalho, porque é o único valor ligado ao consumo que refere no texto a seguir.
E este indicador é positivo.

Convencido?
De bicodeprata a 22 de Julho de 2008 às 18:49

Estimado senhor Miguel Carvalho

Os termos por mim escritos nos comentários que fiz ao seu comentário foram tomados das definições do INE (se quiser pode lá ir ver no site). Que neste caso o jornalista tirou do INE.

Eu reconheço que muitos jornalistas não tem mérito para o ser, (por varias razões que não vêm ao caso). Mas neste caso o jornalista pegou em vários "indicadores" de diferentes institutos para demonstrar que a coisa está LIX....DA, que se você ler com atenção no meu comentário eu explico de uma maneira, mais digestível.

Com respeito ao consumo desde o tema que o jornalista estava tratando em questão, é o consumo privado feito pelas famílias em contraposição do consumo publico feito pelo estado, ali não falam de outros consumos, são os que o INE e o BdP valoram.

O artigo toma três parâmetros (no meu comentário só coloco os dois porque não tinha visto o artigo que você linkou), e estes são:
1- Diminuição do consumo privado das famílias BdP
2- Aumento índice de volume de negócios no comércio a retalho INE. (Explicado no meu comentário)
3- Diminuição do índice de confiança do consumidor na área do comércio a retalho (entre outros), Opinião da Comissão Europeia (este parâmetro é subjectivo).

Estes três parâmetros estão interligados, NO ABRANDAMENTO DA ACTIVIDADE ECONÓMICA.


O fenómeno que eu descrevo no meu comentário é o que acontece em tempos de inflação, isto é uma primeira onda de choque, logo vem estagno inflação, (de facto vi uma comentarista que trabalha no BdP satisfeita porque Portugal tem uma inflação baixa com respeito ao resto da Europa, e é por este fenómeno), veja as famílias com créditos que não podem pagar, Existem outros indicadores não oficias numa crises económica, aumenta delinquência, aumento malestar popular, aumento corrupção, aumento dos sem abrigo, aumento de pessoas pedindo esmola pelas ruas, meninos desnutridos, aumento da morbomortalidade da população, entre outros. Que aumentarão se a crises económica aprofundar.

Baseado em tudo o anterior, no seu blog você têm uma imprecisão ao artigo do DE, talvez o jornalista não se soube dar a entender, mas o que ele diz ali é lógico, ele nem sequer dá uma opinião só diz os "índices" de diferentes organismos e estão correctos, e que correspondem ao fenómeno da inflação e abrandamento da economia.

Convencido?


De Miguel Carvalho a 22 de Julho de 2008 às 19:54
Caro Bico de Prata

>Os termos por mim escritos nos comentários que fiz ao seu >comentário foram tomados das definições do INE (se quiser >pode lá ir ver no site). Que neste caso o jornalista tirou do INE.

Tenho alguma curiosidade para saber onde está essa coisa do "consumo humano" na página do INE. Diga lá...

>jornalista pegou em vários "indicadores" de diferentes institutos >para demonstrar que a coisa está LIX....DA, que se você ler

não é isso que está em causa! O que está em causa é que o jornalista diz que o consumo desceu no subtítulo, mas afinal ele cresceu como se vê no corpo do texto. É me indiferente se a coisa está lixada, maravilhosa, terrível, apocalíptica... O jornalista errou, só isso.

>Com respeito ao consumo desde o tema que o jornalista estava >tratando em questão, é o consumo privado feito pelas famílias >em contraposição do consumo publico feito pelo estado, ali não >falam de outros consumos, são os que o INE e o BdP valoram.

Leia o corpo do texto, e diga lá onde é que está o tal consumo a que o jornalista se refere. Ele só se refere às vendas a retalho. Essas subiram. E como já disse, de acordo com o boletim do BPortugal, também é mentira que o consumo privado tenha descido.

>O fenómeno que eu descrevo no meu comentário é o que >acontece em tempos de inflação, isto é uma primeira onda de >choque, logo vem estagno inflação, (de facto vi uma >comentarista que trabalha no BdP satisfeita porque Portugal >tem uma inflação baixa com respeito ao resto da Europa, e é >por este fenómeno), veja as famílias com créditos que não >podem pagar, Existem outros indicadores não oficias numa >crises económica, aumenta delinquência, aumento malestar >popular, aumento corrupção, aumento dos sem abrigo, aumento >de pessoas pedindo esmola pelas ruas, meninos desnutridos, >aumento da morbomortalidade da população, entre outros. Que >aumentarão se a crises económica aprofundar.

Meu amigo, não ensine a missa ao vigário. Se quiser convido-o para as minhas aulas de economia para aprender um pouco mais.

Repito, nada disso está em causa.
O jornalista diz que o consumo desceu. É mentira.

>Baseado em tudo o anterior, no seu blog você têm uma >imprecisão ao artigo do DE, talvez o jornalista não se soube dar >a entender, mas o que ele diz ali é lógico, ele nem sequer dá >uma opinião só diz os "índices" de diferentes organismos e >estão correctos, e que correspondem ao fenómeno da inflação >e abrandamento da economia.

Ahn?
O indicador é positivo, logo o consumo subiu.
De B a 22 de Julho de 2008 às 20:08
Sr. bicodeprata , reparou que o bdp e o jornalista do DE referiram o Índice volume de negócios REAL? Obviamente os efeitos de preço são expurgados!!! Concorda então que o seu primeiro comentários não faz sentido?
De Oscar Carvalho a 22 de Julho de 2008 às 11:59
Estimado bicodeprata:
Permito-me chamar-lhe a atenção de que as trocas indevidamente feitas são entre "alhos e bugalhos" e não entre "batatas e alhos"
De bicodeprata a 23 de Julho de 2008 às 11:13

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA (INE)


| 2007 | Maio 2008 |
___________________________________________|________|___________|
Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho | -0,1 | 0,4 | (aumento as vendas a retalho)
___________________________________________ |________|__________|
Indicador de Confiança dos Consumidores | -35,5 | -43,4 | (desceu a confiança dos consumidores)
___________________________________________ |________|__________|
Indicador Quantitativo do Consumo Privado | 2,1 | 1,1 | (os consumidores compram menos)
____________________________________________|________|__________|




FONTE Síntese Económica de Conjuntura - Mensal - Junho de 2008 INE
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=22122921&PUBLICACOESmodo=2
(ficheiro pdf para descarga)



JÁ NÃO SEI COMO DEMOSTRAR-TE QUE O QUE TU DIZES NO TEU BLOG (20 de Julho de 2008) NÃO FAZ SENTIDO,
DIZES NO COMENTÁRIO QUE DAS AULAS DE ECONOMIA, E NÃO TENS CLARO ESTES CONCEITOS, VALHA-ME DEUS,
De Miguel Carvalho a 23 de Julho de 2008 às 11:24
E ainda estou à espera do tal "consumo humano"...
De Miguel Carvalho a 23 de Julho de 2008 às 11:43
Faz a mínima ideia o que são esses valores?!

Não consegue perceber que isso são as VARIAÇÕES do consumo e não o consumo em si?

Repare no -0,1. Acha que é possível que haja VENDAS NEGATIVAS?! O que é isso de eu vender um kilo de maçãs negativas?!

Repito pela última vez:

O jornalista referia-se ao primeiro índice. Foi de +0,4%, logo a variação foi positiva, logo as vendas a retalho em si SUBIRAM não desceram.

Olhe para o último indicador também. O valor foi +1,1, logo variação positiva. Logo o consumo em si SUBIU não DESCEU.

Se não consegue perceber isto, talvez valha a pena conter-se na próxima vez que pensar em encher os comentários de disparates

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