Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Mensagens explicitas e mensagens subliminares

É assim o título de hoje no Público de hoje:

 

Professores em Greve Máxima

" Que isto ajude a acabar com a intransigência"

Foi a maior greve de sempre dos professores, com 94% de adesão. (O Ministério calcula 61 por cento). Mas o impasse continua.

 

Para que servem as aspas?

A mensagem sobre a intransigência vem com aspas, o que significa que o jornalista a atribui a um professor. 

Que mimo! As aspas ilibam quem redigiu, mas o destaque dado à frase, assim posta a seco, permitem ao leitor percepcionar a concordância do jornalista . 

 

Para que servem os parentesis?

O destaque sobre a percentagem de adesão à greve é dado aos números fornecidos pelos sindicatos. Mas não podemos acusar o Público de tomar partido pois também fornece os números do Ministério. Mas mete-os entre parentesis, que é como quem diz: Não liguem!

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publicado por Oscar Carvalho às 09:18
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9 comentários:
De Pedro Dias a 4 de Dezembro de 2008 às 18:04
Caros, que tal um comentário a este disparate: "As famílias portuguesas podem esperar em 2009 ter uma inflação mais baixa e portanto ganharem poder de compra, como vão ganhar poder de compra os funcionários públicos, como não ganhavam há muitos anos".
Parece que o Eng.º acha que quando inflação desce os preços baixam. A não ser que esteja a prever deflação, o que penso não ser o caso, isto é um verdadeiro disparate, e para mais vindo do primeiro-ministro.

http://diario.iol.pt/economia/portugal-crise-rendimento-juros-inflacao-combustiveis/1019894-4058.html
De Zé Manel a 5 de Dezembro de 2008 às 12:15
Poder de compra diferente dos preços baixam.
Pois é...
De Pedro Dias a 5 de Dezembro de 2008 às 15:54
Os salários dos portugueses em 2009, ano de crise, vão crescer mais do que a inflação. Pois... só se for dos funcionários públicos mas para que isso aconteça os outros, que ainda são a maioria, e as gerações futuras terão ainda menos margem para lidar com esta crise e com as que virão a seguir.
De teofilo m. a 5 de Dezembro de 2008 às 15:54
Se a inflação fôr inferior aos aumentos das remunerações, claro que se ganha poder de compra.

A conclusão que tirou não está correcta face à afirmação.

O português é difícil, mas não tanto.
De teofilo m. a 5 de Dezembro de 2008 às 16:10
Claro, que a discrepância, só não é entendida por quem não quer.

Faltaram ao serviço 94% dos professores - a acreditar nos dados da Fenprof, o que até poderá estar correcto, falta saber quantos faltaram, de facto, por greve, e quantos faltaram por outras razões, nomeadamente doença, assistência à famíla, dia por conta das férias ao abrigo do 102º, licença sem vencimento, sabáticas, inferiores a um dia (1 ou 2 tempos), por ibrigações legais, por comparência em junta médica, etc.

Todos sabemos as habilidades que muitos usam, para não ficarem sem a respectiva remuneração e dar a ideia de que são aderentes à greve.
De Carlos Lourenço a 5 de Dezembro de 2008 às 17:16
O modo como o Público (e não só) trata esta questão é centrado descaradamente na querela entre a tutela e os professores/jornalistas, fomentando assim o conflito pelo conflito. Pena que assim se perca o fundamental e o público em geral não perceba o que está em causa.

Nem que uma greve fosse de 100%. Que tem isso que ver com desbloquear um impasse? Não é o número dos que as defendem que torna as causas correctas nem verdadeiras. Felizmente.
De Carlos Lourenço a 5 de Dezembro de 2008 às 17:27
Queria obviamente escrever "professores/sindicalistas"...
De MFerrer a 5 de Dezembro de 2008 às 22:23
ÚLTIMA HORA:
COMUNICADO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
21:00h, 5 de Dezembro de 2008

1 – Chegou hoje ao fim o processo de negociação das medidas tomadas pelo Governo no dia 20 de Novembro para facilitar a avaliação do desempenho dos professores.
2 – Os sindicatos, neste processo, não apresentaram qualquer alternativa ou pedido de negociação suplementar, pelo que o ME dá por concluídas as negociações, prosseguindo a aprovação dos respectivos instrumentos legais.
3 – O ME, mantendo a abertura de sempre, respondeu positivamente à vontade dos sindicatos, expressa publicamente, de realização de uma reunião sem pré-condições, isto é, sem exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos. Foi por isso agendada uma reunião para o dia 15 de Dezembro, com agenda aberta.
4 – Os sindicatos foram informados que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida.

Mário Nogueira, dadas as suas declarações nos telejornais d ehoje à noite, é um mentiroso compulsivo e não pode ser um parceiro fiável para nada!
MFerrer
De TT a 8 de Dezembro de 2008 às 15:58
O medo e a falta de coragem está em todo o lado!...

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