Domingo, 18 de Janeiro de 2009

"Bem sei que há por aí muita confusão entre % e pp. Mas não é o meu caso", dizia ele

No DN de ontem, Rudolfo Rebêlo assina mais um artigo merecedor de destaque nesta antologia do disparate jornalístico.

 

1. A habitual confusão entre stocks e fluxos: "Agora, com a crise, o desequilíbrio das contas passa para os 3,9% da riqueza." O que o Rudolfo queria dizer é que o défice orçamental passa para os 3.9% do PIB. PIB e riqueza não são a mesma coisa. O primeiro é um fluxo, o segundo é um stock.

 

2. A habitual confusão entre pontos percentuais e percentagens, ao estilo do que foi escrito aqui: "Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças, afirma que as medidas anti-crise custam 0,8 pontos percentuais do PIB." Não, não custam. Custam sim 0,8 por cento do PIB. O Rudolfo, que se vangloriava de não entrar nestas confusões entre percentagens e pontos percentuais, fica especialmente mal nesta fotografia.

 

3. A birra do Rudolfo. Há duas semanas, dizia-nos que o número de novos desempregados (90 mil) seria igual à destruição de empregos (50 mil) mais o número de pessoas que entravam no mercado de trabalho (40 mil) (ver aqui). Perante o nosso protesto de que se tinha esquecido de subtrair quem saía do mercado de trabalho, o Rudolfo riposta em comentário irritado que os 40 mil se tratava de um "saldo" e que estava em "defeito (e muito)". O leitor comum interroga-se então: se os 40 mil são um saldo (entradas menos saídas), porque razão os definiu o Rudolfo como "(jovens) que todos os anos - em média - terminam a escolaridade e tentam encontrar trabalho"? Isto soa a entrada, não soa lá muito a saída. Se o Rudolfo sabe que isto é um saldo porque é que não o diz claramente, em vez de inventar esta história de jovens-não-sei-das-quantas? Será que não percebe que está a induzir as pessoas em erro? E, já agora, se está em "defeito (e muito)", porque é que não dá o número correcto, em vez de insinuar que está propositadamente a divulgar um número exageradamente baixo?

 

Mas o mais grave de tudo isto é que o Rudolfo, na edição de ontem, decide insistir: "Isto significa que pelo menos 36 mil pessoas saem do mercado de emprego. A estes "números" haverá que somar pelo menos 40 mil pessoas que todos os anos tentam entrar no mercado de trabalho". Desta vez, com o verbo "entrar" bem evidenciado! Será que entrar inclui sair? Ou os 40 mil afinal não são líquidos, como o Rudolfo tinha dito? Caro Rudolfo, convém que se decida.

 

4. Finalmente, um novo termo económico: "há 36 mil pessoas a sair do mercado de emprego" Mercado de emprego?! E o mercado de desemprego, também existe? Ou será que o Rudolfo queria dizer mercado de trabalho? Ah, mas isso não pode, porque parte das pessoas que perdem o emprego continuam no mercado de trabalho à procura de outro, como o Rudolfo certamente sabe. Desisto, não sei o que é...

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publicado por Pedro Bom às 11:38
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33 comentários:
De Anónimo a 18 de Janeiro de 2009 às 18:55
O Manuel de Almeida é fotógrafo da Lusa, coitado.
De Pedro Bom a 18 de Janeiro de 2009 às 19:48
Muito agradecido pela informação. O post foi corrigido em conformidade.
De Rudolfo Rebêlo a 19 de Janeiro de 2009 às 18:05
Pedro Bom,

Bem sei que o amigo anda ressabiado, depois da vergonha do seu post de Quinta feira, 7 de Janeiro "0 eterno trabalho de Rudolfo", que pelos vistos faz sucesso entre os seus colegas... (convido os leitores a reverem os comentários, que prova que Pedro Bom, fala do que não sabe; lembra-se o seu conceito de "taxa de participação", a propósito dos 90 mil? Uma vergonha)
E como anda ressabiado, há que apanhar virgulas fora do sítio ou então, demonstrar à força toda, custe o que custar, que o Rudolfo está numa de desinformar.
Não é de facto, PP é %. Emendo. E não será, concerteza, a última vez que me enganarei. Ou você é também infalível? Aliás, no enquadramento da notícia, só mesmo voçê, PB, tem a incapacidade de não ver que se tratou de um lapso. Qualquer um com a 4ª classe verifica isso. Excepto você.
Quanto à segunda questão, dos 36 mil e 76 mil desempregados. Pedro Bom: Há semelhança do episódio das CN (outro em que você demonstrou claramente que nada entende de economia, nem cálculos soube fazer!) você ainda não entendeu o conceito de "aumento da população activa". O que não admira, depois daquela tirada da "taxa de participação"... (que ainda não explicou, fugiu!)
Quanto à "riqueza"/PIB. Caro PB: todos percebemos que não entende nada de PIB quando foi incapaz de calcular o PIB do quarto trimestre de 2008. Tive de lhe fazer as continhas... depois, foi viola no saco!
Mas como tá de pirraça, você julga que tou a escrever para si. Engana-se. Tente escrever PIB ou FBCF a um leitor comum... sem dar uma ideia do que estamos a falar. Aqui não é preciso que o conceito seja milimétrico. Mas questões de mercados, PB, é uma coisa que você nunca há-de entender. Pirraças...
Mas tou muito satisfeito que o meu amigo ande a esquadrinhar os meus textos. Só é pena que decida responder (agora, pelos vistos, já tem paciência...) aqui e não no comentário de 7 de Janeiro. Bom, compreendemos: cheinho de pirraça (é tão visível) e morto por emendar as enormidades e asneirolas que escreveu.
De Pedro Bom a 19 de Janeiro de 2009 às 18:41
Enumere aqui de forma clara e concisa todas as "enormidades" e "asneirolas" que eu tenha escrito a seu respeito neste blog. Enumeração clara e concisa. Se souber dar conta do recado, eu respondo-lhe uma a uma. Faço-o uma única vez. A partir daí, insulte da forma que bem entender, não terá mais resposta minha. Prefiro perder o meu tempo a elucidar os leitores que pagam um euro e tal por um jornal sobre os seus disparates do que a explicar-lhe a si que 1,2,3 é a subir. Os leitores conhecem bem a história da sua passagem por este blog, sobretudo a dos insultos sob nomes falsos.
De Rudolfo Rebêlo a 19 de Janeiro de 2009 às 19:12
A meu respeito, não: asneirolas e enormidades a respeito da Economia. Enumera-las? e que tal começar com a da "taxa de participação?" (no contexto do seu post de 7 de janeiro) Ou então explicar pq foi incapaz de realizar as contas do PIB para o 4º trimestre ao seu amigo Miguel...? (ao qual tive de me dar ao trabalho!) Ou ainda a do "contributo do défice externo"? (isto é que me lembro, mas há mais). Quanto ao do 1,2,3 convido os leitores a irem ao respectivo tag... a propósito das exportações!
PS. Porque não respondeu a 7 de Janeiro? Não lhe apeteceu...Falta de paciência? arranjou-a agora, foi?
Um abraço
Rudolfo Rebêlo
De Pedro Bom a 19 de Janeiro de 2009 às 19:38
Bem me parecia que não sabia dar conta do recado. Ser claro e conciso, caso não saiba, significa deixar bem claro onde está a "enormidade" a "asneirola" e porque é que é "enormidade" e "asneirola". Dou-lhe uma segunda oportunidade para deixar aqui, à vista de todos, TUDO O QUE EU TENHA ESCRITO (e, se tiver alguma vergonha, não se volta a referir ao meu conhecimento sobre cálculos de "contas nacionais", porque você não me conhece e não teve comigo discussão nenhuma sobre esse assunto) que prove que nada sei de economia. Deixe aqui BEM CLARO onde estão as minhas "asneirolas" e "enormidades" económicas (e porque razão o são) e terá certamente uma (última) resposta à medida.
De Rudolfo Rebêlo a 21 de Janeiro de 2009 às 10:39
Pedro bom,
Vejo que optou por não publicar o último comentário a sí dirigido. É pena, pq satisfazia, claramente, o seu pedido. Mas, lembro-lhe, MC é que escreveu que PB não sabia explicar as contas...
Quanto a "enormidades" com o valor acrescntado de "asneirolas": veja, mais uma, a brilhante e reveladora definição de PIB, da autoria de Miguel Carvalho...
Suponho que quem por aí fala em "rigor", como OC, a esta hora deve estar a suar.
Era por mais evidente, desde há meses, que se escrevia do que nada se sabia. Infleizmente é isto que temos para aturar. Foi o "conto do vigário".
Cumprimentos
De Pedro Bom a 21 de Janeiro de 2009 às 11:17
O senhor anda a brincar com isto. O seu desrespeito pelos autores e leitores deste blog está a chegar ao ponto dos seus comentários começarem a ser simplesmente apagados. Depois das dezenas de comentários insultuosos anónimos ou sob nomes falsos, vem agora para aqui dizer que responde aos comentários mas estes não são aprovados. Senhor Rudolfo Rebêlo , você tem em ingenuidade o que não tem em vergonha. Será que ainda não percebeu que o descrédito em que caiu lhe retira toda e qualquer possibilidade de enganar os autores e os leitores deste blog?! Acha mesmo que alguém acredita nessa fantochada?

Pois eu dou-lhe uma terceira e ÚLTIMA oportunidade de enumerar, clara e concisamente, as MINHAS "asneirolas" e "enormidades". Duas situações possíveis: ou (1) o senhor faz o trabalho bem feito e eu perco o tempo que for preciso para lhe dar uma última resposta; ou (2) o senhor não faz o trabalho bem feito e os seus comentários têm os dias contados.
De Rudolfo Rebêlo a 21 de Janeiro de 2009 às 16:24
Sr. Pedro Bom,

O Sr. já deveria saber que a um jornalista não se ameaça, (nem dá oportunidades!!!). Como já referi a MC "tanto me faz" que barre ou não os comentários. Provavelmente, repito, até seria o mais conveniente para si... Percebo!
Enormidades. Vamos, por enquanto, à últyima: A 7 deste mês, PB decantava isto: "E eis que perguntamos todos: então e as pessoas que saem todos os anos do mercado de trabalho, não contam? É que o próprio BP fala em "estabilização da taxa de participação", pelo que se entram muitos, muitos (mas não necessariamente no mesmo número) têm de sair".
Isto a propósito dos 90 mil desempregados, implicitos nas previsões do Banco de Portugal para 2009 (queda de 1% do emprego). (A propósito, ontem, o Governo já admitia 45 mil, só de redução de 0,7% do emprego... fora o aumento da população activa)
A questão é: como PB conclui esta frase, sabendo que a "taxa de participação" relaciona o peso da população activa sobre o total da população? É que você escreve como se esta taxa fosse algo que estivesse dentro do mercado de emprego, (desculpe, trabalho)... e, por isso, à força de pirraça, a sua conclusão é uma enormidade!
E, já agora, explique-me o que entende por "acréscimo da população activa" (foi o que usei).
PS: Não há um pente fino para a definição "popularucha" (PIB como produção) de Miguel Carvalho?
E, já agora. Foi Miguel Carvalho quem afirmou (quer que transcreva a frase?) que você não lhe soube explicar como se chegaria à conclusão de contas recessivas no último trimestre. E eu acho que MC não tinha necessidade de mentir.
De Pedro Bom a 22 de Janeiro de 2009 às 00:37
No início, há cerca de meio ano, o senhor enchia as caixas de comentários deste blog com acusações pessoais e cobardemente anónimas. Depois de o termos denunciado, e de o senhor ter reconhecido o esquema, passou a encher as caixas de comentários (assinados a partir daí com o seu nome Rudolfo Rebêlo) de acusações relativas aos meus conhecimentos de Economia. Tem todo o direito de o fazer. Eu próprio não tenho feito outra coisa em relação a si do que deixar a nu os seus disparates jornalísticos. Já o fiz por inúmeras ocasiões, porque inúmeras foram as vezes em que o senhor, infelizmente, os cometeu. A diferença é que, em todos eles, enumerei e expliquei de forma claríssima porque razão o eram. Você limita-se a vomitar acusações vagas, infundadas e desesperadas.

Meio ano depois, chegou a altura de lhe pedir que enumerasse e explicasse onde estão as minhas "asneirolas" e "enormidades", últimos termos que usou para qualificar os meus supostos disparates. E o máximo que o senhor tem para nos oferecer é uma lista com um item... Tanta coisa para isto, senhor Rudolfo. Não que eu não suspeitasse que assim fosse ser. Aliás, quando lemos o seu comentário MENTIROSO e DO MAIS BAIXO NÍVEL das 10:39 (e que afundou, se alguma coisa havia ainda para afundar, a sua credibilidade, e, por arrasto, a do DN), percebemos que o senhor não sabia para onde se virar. Vasculha, vasculha, mas o máximo que consegue é isto...

Ora, vamos lá então à taxa de participação. O senhor consegue dizer (sem ter ainda, depois de tanta discussão, admitido qualquer erro) que os tais 40 mil são, ao mesmo tempo, jovens que tentam entrar no mercado de trabalho (no seu artigo) e um saldo (no comentário). Parece que o senhor ainda não se apercebeu da contradição, mas todos os leitores deste blog já, com certeza. Dado que o senhor não fala em saídas da população activa, mas apenas de entradas (é como entradas que define os 40 mil), toda a gente se interroga sobre onde estão os que saem. Para perceber isto não preciso da taxa de participação para nada, basta saber que todos os anos há gente que se reforma. Censo comum chega e sobra. E eu acrescento, na última frase do post, que o BP antecipa uma estabilização da taxa de participação (ao contrário do passado recente, em que tem vindo a aumentar), apenas para mostrar que só podemos esperar que as saídas sejam muitas; uma vez que a população portuguesa não é um variável assim tão volátil, uma estabilização da taxa de participação significa que a dimensão da população activa também ela tende a estabilizar, pelo que se entra muita gente, tem de sair muita gente. E mais, digo claramente que estas entradas e saídas não têm de ser necessariamente no mesmo número para que a taxa estabilize, porque a população total pode, de facto, variar. Se as entradas forem maiores que as saídas, a população activa aumenta, mas se a população total aumentar na mesma proporção, a taxa de participação mantem-se constante. Mas vem agora o senhor Rudolfo dizer-me que “escrevo como se esta taxa fosse algo que estivesse dentro do mercado de emprego” (e é tão triste ver como o senhor chafurda na sua própria porcaria... já agora, não há revisores no DN?!), sem perceber que a minha frase NADA implica para a relação entre entradas e saídas, apenas mostra que haverá, de certeza, gente a sair.

E nisto consistiam as enormidades e asneirolas...

A nossa troca de comentários acaba aqui.
De Rudolfo Rebêlo a 22 de Janeiro de 2009 às 11:04
Pedro Bom,
Fica, como é evidente, à sua consideração a publicação deste comentário final.
1) Não há "contradição" em relação ao aumento da população activa. O aumento médio anual da população activa - levando em consideração e tendo em conta a "estabilização da taxa de participação" - é superior (e em muito) a 40 mil (Se o BP fala em aumento de quase 1% anual e a população activa - empregados e desempregados - ronda os 5,6 milhões...). É fácil, pois, verificar que neste aumento anual (pelo menos 40 mil) já estão excluídos os reformados, os mortos, os que foram trabalhar fora de fronteiras... Percebeu? ("Toda a gente se interroga sobre onde estão os que saem'"?; que disparate é este? Foi por essa razão (!!) que, por várias vezes, lhe questionei qual o seu conceito de "aumento da população activa"...)
2) Estes novos 40 mil procuram emprego (a maioria jovens, senso comum, as entradas).
2) O que o BP diz? Que a queda no emprego (grosso modo 5,2 milhões) será de 1% em 2009. Logo saem do trabalho pelo menos 50 mil pessoas. Incluindo reformados (é o que lhe faz muita confusão...). Mas esses, já estão integrados na contabilidade do aumento da população activa (40 mil). Entendeu?

É nisto que consiste a sua enormidade e asneirola.

Quanto à minha credibilidade: PB, cuide da sua e por "arrasto a da sua faculdade". Você é que é o universitário que não soube explicar a MC que PIB não é a produção do país... Como você diz no post - o mote para a publicação - "PIB e riqueza não são a mesma coisa" , com muito menos propriedade (oh, oh) então, "PIB e produção não são a mesma coisa". (Já agora não há revisores no apentefino?) Se procura a verdade, como diz, (é aliás a sua primeira missão, como universitário e susbcritor do blog) porque não faz um post dedicado a MC? corporativismo?

PS. Voc´^e continua, post a post, na senda do insulto. Inverta a fraseologia: explique primeiro, insulte depois. Acho que os leitores agradecem. Quanto a "um item", eu escrevi: "vamos por enquanto, à última"... distraído?
Este comentário (e esta polémica), será publicado no meu blog, caso não o seja aqui. Quanto aos comentários de amigos e colegas: não se preocupe. Eles não o farão.
De Miguel Carvalho a 21 de Janeiro de 2009 às 13:23
Caro Rudolfo,
respondi a este sua enormidade noutro comentário.
De Jacinto Corrêa a 20 de Janeiro de 2009 às 01:41
De economia sei pouquíssimo, sei mais de português escrito e falado. Este pouco que sei faz-me deitar as mãos à cabeça quando leio um que se diz jornalista e escreve disparates como:
- "concerteza" por com certeza (E não será, concerteza, a última vez...);
- "há" por à (Há semelhança do episódio das CN...);
- "tá" e "tou" por está e estou (Mas como tá de pirraça, você julga que tou a escrever para si.).
Acresce as vírgulas mal colocadas e um "voçê" que fugiu ao corrector ortográfico e me faz suspeitar que o FLIP é o anjo-da-guarda de muito escrevinhador empoado.

De Rudolfo Rebêlo a 20 de Janeiro de 2009 às 16:00
Sr. Jacinto,

O sr. tem razão. nos blogs e nos "sms" a erosão do portugu~es é enorme. A pressa é inimiga da perfeição, o que nos leva a optar por reduções e contracções. Não é bonito, mas aqui não estamos a escrever livros, nem jornais. de facto é assim, mas isso é outro assunto. Na economia passa algo do género. não estamos a escrever para o pápá, nem para as faculaddes, nem aelaborar estudos.
Qto a corretores não uso. Como tb já reparei que não usa.
Cumprimentos
De Zé Manel a 20 de Janeiro de 2009 às 17:20
Para jornalista, escreve mal e porcamente.

Os melhores Cumprimentos;

Zé Manel.
De Oscar Carvalho a 20 de Janeiro de 2009 às 12:06
Diz RR:
"Tente escrever PIB ou FBCF a um leitor comum... sem dar uma ideia do que estamos a falar. Aqui não é preciso que o conceito seja milimétrico."
Digo eu:
(exactamento o contrário) o rigor exige conceitos milimétricos! A comunicação social responsável não é suposta alimentar a ignorância.
De Miguel Carvalho a 20 de Janeiro de 2009 às 12:36
Neste caso o argumento nem colhe, porque todos já ouviram falar de PIB. E mesmo que não se quisesse usar essa sigla esquisita, poderia escrever-se "o que o país produz" em vez de "riqueza".
Todos entenderiam.
De Rudolfo Rebêlo a 20 de Janeiro de 2009 às 16:05
Miguel C,
Outro tb dizia que era... o somatório das vendas. Senhores!!
De Rudolfo Rebêlo a 20 de Janeiro de 2009 às 15:50
Pois, sr. Óscar. São mercados... Mas nunca o vi criticar a imprensa por se referir à FBCF como investimento. Importa-se? Vou ficar atento. Comece já hoje a trabalhar!
Você não fvai fazer isso. Sabe porquê? teria de ler os jornais e sites todos. esclarecido?
Cumprimentos
De Oscar Carvalho a 20 de Janeiro de 2009 às 22:22
Escusa de ficar atento, pois não tenho intenções de ler "todos" os jornais. Era só o que me faltava! Sou muito selectivo nas minhas leituras...
De Rudolfo Rebêlo a 21 de Janeiro de 2009 às 10:17
Tem razão. Farei como diz. Mas depois da definição de Miguel Carvalho sobre o PIB... o melhor mesmo é você começar a ser selectivo aí na casa... Verei se é coerente.
De Miguel Carvalho a 21 de Janeiro de 2009 às 13:22
Caro Rudolfo,
não me faça perder a paciência.
1. Você chamou "riqueza" ao PIB, algo que não corrigiu a posteriori.
2. Como resposta ao seu comentário onde dizia que não se podia escrever PIB num jornal para o público em geral, eu (para lá de ter dito que toda a gente sabe o que é o PIB) sugeri que podia escrever "o que o País produz" como alternativa popularucha para PIB. Eu não disse que era uma definição do PIB, mas até poderia ser. As suas palavras levam-me a concluir que a "riqueza" era a sua definição, ou seja a sua ignorância sobre os assuntos que escreve é mais grave do que aquilo que eu pensava.
3. Pergunte a qualquer outro economista, qualquer um, qual a expressão, "riqueza"ou "valor da produção do País", que corresponde à definição de PIB, e depois falamos. (Conselho de amigo, não o faça se não quiser ser ridicularizado).
4. Faço minhas as palavras do Pedro. Se você vier insistir nas suas mentiras e ofensas de baixo nível, os seus comentários não serão aprovados daqui para a frente.
De Rudolfo Rebêlo a 21 de Janeiro de 2009 às 15:45
Miguel Carvalho,

Não Miguel, tenha paciência. PIB não é "o que o país produz". Isso demonstra que não domina o que é o Produto. Essa frase vale tanto como dizer que é o valor das vendas do país... Você é a prova de que "nem toda a gente sabe o que é o PIB".
A definição mais aproximada é a do, por exemplo, "rendimentos gerados" na economia. E não a aplico porque está generalizado "riqueza", o que, por associação de ideias até pode ser aproximado aos "rendimentos gerados" . No entanto, bastas vezes, nos textos é sempre acrescentado, entre aspas, a sigla PIB.
Quanto a questionar economistas: não preciso. Mas tente o Miguel fazer isso...
Quanto a insultos: A última vez que me apelidou de desonesto acabou por aprender algo sobre CN. foi a propósito do "clima recessivo". Lembra-se? O ponto de partida foi exactamente o de colocar em causa um texto meu sobre "clima recessivo". Através de demonstração clara e inequívoca, você concluiu que eu tinha razão. Há aqui algo de mentira e ofensa? Não. Tenho eu razões de queixas.
Quanto a barrar comentários: "nem me aquece, nem me arrefece". Provavelmente, neste momento, isso fosse o mais conveniente para si e Pedro Bom...
Cumprimentos
De Miguel Carvalho a 21 de Janeiro de 2009 às 16:49
Rudolfo,

1. Se PIB não é o valor do que um país produz, dê-me então um exemplo de algo que pertença a um mas não pertença a outro.

2. Para quem nos lê, eu dou já a uma resposta a esta questão aplicada à sua definição de PIB. Um agricultor tem uma quinta e produz maçãs. A quinta faz parte da riqueza dele, mas não faz parte do que ele produz. Chega?

3. Eu chamei-lhe de desonesto porque citou uma frase como sendo minha, que estava completamente deturpada e nem sequer era minha. Se isto não é desonesto, não sei o que será.

4. Onde é que eu conclui que você tinha razão?? Volto a repetir pela última vez. Mantenho todas as críticas que fiz nos posts. Nada do que disparatou em sua defesa contraria uma
pontinha das minhas críticas.

Eu já perdi a paciência com as suas divagações, mentiras, deturpações e fugas. Se não me responder a estas simples questões (muito especialmente a primeira já que me acusou de não saber o que está em causa, mas nunca foi capaz de argumentar porquê.. obviamente), garanto-lhe que o seu comentário não será publicado.
De Rudolfo Rebêlo a 23 de Janeiro de 2009 às 01:48
Caro Miguel,

1) Vejo, infelizmente, que nenhum dos seus colegas o elucidou sobre o PIB (Uns amigos da onça). Bom, vamos lá então a isto. O PIB é, de facto, a produção. Mas, atenção: qual produção (se quiser ir por este lado)? a produção de bens e serviços FINAIS! Pois é, falta a palavra chave, sem a qual meu amigo você chumba em qualquer cadeira do capitulo 5...
Porque se você diz que é "o que o país produz" todos ficam a pensar que é somar toda a produção... errado! (e você tem para aí uns colegas que afinam se as coisas não forem milimétricas)
E neste caso, não as coisas não são milimétricas. É que se voc~e somar toda a produção, acrescenta uns valentes zeros ao PIB... ah, pois é... (Daí o meu exemplo de que isso vale o mesmo que dizer que o PIb é a soma das vendas. Portanto, não se esqueça: produção de bens e serviços finais! faz toda a diferença!
Dou-lhe um exemplo: na produção de uma bicicleta a tubagem (ou outra matéria-prima), não entra na contribuição do fabricante para o PIB. Entra a bicicleta. E este método, usado no apuramento do PIb pelo lado da despesa, é para evitar duplas contagens de produtos.
2) "Chega?" Não, não chega! O seu exemplo da quinta vem mesmo a propósito. A maçã como produto vendido ao consumidor final, é contabilizada para o PIb do ano. Mas é expurgada do fertilizante, da água, ou de outras matérias primas...
Ou seja, a regra manda que seja banida da produção total de cada sector o valor das matérias primas adquiridas a outros sectores! Ah, pois é... você, quando estudante, pisgou-se aos exercicíos de Contabilidade Nacional! Bem os enganou! Rapaz fino!
3) Outro exemplo, bem mais simples. Imagine que adjudico um muro, a um pedreiro, aqui para a minha casa. Comprou tijolo, 50 euros. Comprou cimento, 25 euros. Meio metro cúbico de areia, 15 euros. Obra pronta, presenteou-me com uma factura de 130 euros. A contribuição do pedreiro para o PIB foi de 40 euros.
4) Pode usar o VAB, Valores acrescentados bruto. São onze ou 12 parcelas da contabilidade... o que numa empresa serve para medir a produtividade, através da relação com o número de trabalhadores. Sendo o PIb o somatório dos VAB dos sectores da economia.
5) O mais fácil para usar, vá por mim, é o do conceito de rendimentos gerados na economia. Ou da riqueza anual (muito usado pelos economistas brasileiros, influenciados pelos americanos). Ou simplesmente a riqueza, já que se sabe anual. Convém, apesar disso, acompanha-lo com o PIB "entre-aspas". Exactamente aquilo que usamos na imprensa genérica, pelo menos uma ou duas vezes nos textos.
Portanto, Miguel, veja agora o monte de bróculos que o seu amigo Pedro Bom lhe arranjou... E como lhe provo, a sí, de como conseguiu "andar" seis meses a falar do que não sabia. Cá entre nós: E foi logo na sua primeira intervenção que percebi isso. Não o levei a sério, até um dos meus amigos me "chatear" para o "verdinho" (sem ofensa) que estava a abusar.
Cumprimentos,
Rudolfo Rebêlo
De Miguel Carvalho a 23 de Janeiro de 2009 às 13:03

(Primeiro de tudo as minhas desculpas pelo mal entendido do Carlos. Ele não tem acesso à aprovação dos comentários, logo não soube que você já tinha respondido quando ele fez o comentário dele).

Caro Rudolfo

você tem um dom de desviar a conversa, que é de lhe tirar o chapéu. Mas pouco ajuda quando se quer ter uma discussão séria.

1. O ponto inicial foi você ter chamado "riqueza" ao PIB. Eu sugeri um texto alternativo. Nunca esteve em causa uma definição contabilística precisa (não vale a pena vir fazer copy-pastes dos seus dicionários) do PIB. Concordamos que num texto do DN não se pode ocupar um parágrafo inteiro a definir o PIB sempre que se refere a ele. Certo?
Por isso mantenha a discussão a este nível.

2. Você conseguiu escrever um testamento baseado numa frasezinha aparentemente inocente: "Porque se você diz que é "o que o país produz" todos ficam a pensar que é somar toda a produção...". Ou seja você pega em algo que eu não disse (ou se quiser numa interpretação inventada do que eu disse), para toda a sua defesa. Não merece portanto resposta.

3. Vejo que não respondeu ao meu exemplo da quinta (apenas o usou para fugir ao assunto), apesar de eu ter insistido que respondesse a ele. Só posso pois concluir que reconheceu que a quinta não entra no PIB, e que portanto o seu artigo no DN está errado. Obrigado.

Cumps
De Rudolfo Rebêlo a 23 de Janeiro de 2009 às 13:41
Caro Miguel,

É a segunda vez que você me leva a ir até ao fundo das questões, após me ter "obrigado" a apresentar os cálculos para justificar o "clima recessivo", que foi o alvo da anterior polémica...

1)Para quem no princípio da década de 90 teve de fazer dezenas de cálculos de VAB para as então primeiras edições da Exame 500 (da revista Exame do qual fui fundador e editor Executivo; uma consultora tinha inserido, por engano, dados a mais) durante dias, só me faltava agora que alguém me viesse falar em dicionários... Para além de analisar o PIB na óptica da despesa, vastas vezes...
2)Ponto inicial. Não, Miguel, o ponto inicial foi "PIB e riqueza não são a mesma coisa", do seu amigo PB. Nessa linha de raciocínio, com muitissimo menos propriedade, como demonstrei, "PIB não é o que o país produz". Já lhe disse: isso vale o mesmo que dizer que PIB são as vendas! Fico à espera aliás do post de PB para o emendar!
3) Temendo falha de envio, seguiu segundo texto que o esclarece melhor o exemplo da quinta, creio. Miguel, vamos lá ver: todo o comentário deixa claro que só entra a riqueza gerada num ano! Porque uso riqueza? veja a última frase e consulte, novamente, ponto 5 do meu anterior post.
Cumprimentos
De Miguel Carvalho a 23 de Janeiro de 2009 às 16:33

Caro Rudolfo,

1. "clima recessivo": você limitou-se a explicar como calculou o crescimento do PIB. Você nunca pôs minimamente em causa as minhas críticas no post sobre o "clima recessivo": a) mistura previsões do BP que vieram antes dos dados do 3º trimestre, com os dados do 3º trimestre. Isso é errado, porque os pressupostos das previsões já não são válidos. b) veja a discussão do "clima do Sporting campeão". Vários comentários depois sem adiantar nada considero portanto o assunto encerrado.

2. Noto aí alguma falta de auto-confiança da sua parte, que o forçou a falar longamente da sua vida. Eu compreendo.
Quando referi os "copy-pastes do dicionário" não estava a querer dizer que tinha tido necessidade de consultar o dicionário, apenas que tinha repetido a definição enciclopédica de PIB. Mas quem se sente inseguro, obviamente que toma a primeira interpretação. Também compreendo.

3. Um apontamento cómico, que mostra bem as suas jogatanas:
Eu: "O ponto inicial foi você ter chamado "riqueza" ao PIB"
Rudolfo: "Não, Miguel, o ponto inicial foi "PIB e riqueza não são a mesma coisa", do seu amigo PB."
Temporalmente o seu artigo veio ANTES do post. Não sei como é que o post pode ser o ponto inicial. Mais uma vez só sabe pegar em coisas irrelevantes para nos atacar. Assunto encerrado.

4. Mesmo com vários comentários não foi capaz de explicar como é que os dois conceitos são minimamente semelhantes. Nem contrariou o meu exemplo da quinta que é riqueza mas não é PIB. Considero o assunto encerrado.

5. A sua conversa sobre o exemplo da quinta e a produção. Tudo o que diz está correcto, mas mais uma vez pega em algo que eu não disse para me atacar. Logo não merece resposta. É uma jogada muito baixa. Também poderia inventar que você não sabe fazer somas ou calcular deflatores, e depois escrever uma grande explicação sobre esse assunto, para auto-satisfação. Mas não o faço porque não vou descer ao seu nível, nem preciso de dar uma de gabarolas para desviar a atenção.
De Miguel Carvalho a 23 de Janeiro de 2009 às 16:37
Caro Rudolfo

falo por mim e pelo Pedro como administradores do blogue.

Depois de vários mentiras suas (e sublinhe-se que você nunca nos contrariou quando apontámos as mentiras), depois de dezenas de comentários seus em que detorpe e desvia o assunto para nos atacar, perdemos a paciência.

Se por acaso tiver algo pertinente para dizer, tudo bem. Caso contrário não volte nunca a contar com a aprovação de comentários seus.
De Carlos Lourenço a 23 de Janeiro de 2009 às 11:35
Caro Sr. jornalista Rudolfo Rebêlo,

1. Se não fizer mais, ao menos responda ao ponto 1 do comentário de Miguel Carvalho a 21 de Janeiro de 2009 às 16:49. Esta ansiedade é que não.

2. E um conselho. As crises, que jornalistas imbuídos de uma motivação sensacionalista, por definição, não rigorosa, tanto gostam de noticiar até à exaustão, alimentando-as, têm uma virtude: a de separar o trigo do joio.

Isto é, numa crise, são os mais fracos, os menos preparados, e os que não falam a verdade, os primeiros a cair.

Ora, o que este blog e os posts e os comentários nele publicados revelam, é que, no mínimo, há algo de errado na maneira como escreve notícias de Economia para o DN. E, como sabe, pelos vistos melhor que ninguém, há muita gente à procura de emprego que tudo fará para provar que escreve melhor e de forma mais correcta.

Acho que sabe o que tem a fazer.
De Zé Manel a 20 de Janeiro de 2009 às 11:27
Se haveria dúvidas de quem é o Sr. Rudolfo Rebêlo, a sua resposta ao "post" é esclarecedora.

Cumprimentos;

Zé Manel
De David Fernandes a 22 de Janeiro de 2009 às 15:05
Amigos, amigos; oh meuz amigoz; não percam tempo com esse Rudolfo.

Deixem lá o homem escrever as calinadas do costume (que mais não sabe); a gente sempre se ri.

Grande trabalho o vosso, continuem e não percam tempo nem ânimo.
De joao a 22 de Janeiro de 2009 às 15:46
Duas coisas:

1 - O Sr. Rudolfo perdeu forte e feio.

2- Como é que se consegue passar tanto tempo de uma terça-feira à tarde a fazer comentários? Bons empregos... : )

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