Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Sobe e Desce mas só sobe

Notícia da Lusa:

No relatório sobre as previsões económicas até 2009, a OCDE subiu em 0,3 pontos percentuais a sua previsão para a taxa de desemprego em 2007, face aos valores avançados em Maio.

(...)

No próximo ano, a taxa de desemprego deve baixar para 7,6%, segundo a OCDE, menos 0,5 pontos percentuais do que o previsto anteriormente, reduzindo-se novamente em 2009 para os 7,3%.

Vejamos se eu li bem. As previsões para 2007 são agora mais altas, mas as previsões para 2008 são agora mais baixas. Há aqui algum miúdo de seis anos que me confirme que é isto que diz a notícia?

Título da notícia: OCDE revê em alta previsões desemprego português 2007 e 2008

 
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publicado por Miguel Carvalho às 12:15
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Com probabilidade 100% haveria alguma parvoíce

Quando soube da saída do número 00000 na lotaria, tive a certeza que haveria algo pateta escrito na imprensa. Diz Maria João Caetano no DN que "quem comprou um número só com zeros acreditou, contra todas as probabilidades estatísticas, que a sorte havia de lhe calhar".
Quem são essas tais de "todas as probabilidades estatísticas"? Umas fadas que lutam contra os zeros? É que o mesmo "raciocínio" aplica-se ao número 57902. Quem o comprou,acreditou que a sorte havia de lhe calhar. E ao 19882. E o 11111. E o 12345.
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publicado por Miguel Carvalho às 13:58
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Se mete percentagens dá disparate II

Diz José Sócrates, citado pelo Público: "Entre 2002 e 2005 [a taxa de desemprego] cresceu mais de 3 por cento". Não cresceu não, senhor Primeiro-Ministro. Percentualmente, cresceu muito mais que isso. Não tenho números à frente, mas se em 2002 tivesse sido, digamos, 5%, e em 2005 tivesse sido 8%, ora.... ((8-5)/5)*100, isto dá um crescimento de... 60%. Está a ver Sr. Primeiro-Ministro, até se prejudica com os seus disparates. Talvez um dia (pelo menos) o nosso Primeiro-Ministro saiba a diferença entre percentagem e ponto percentual.
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publicado por Pedro Bom às 11:35
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Vou ser mauzinho!

No noticiário da SIC relata-se uma experiência com chimpazés jovens feita no Japão, onde se testa a capacidade de memória de curto prazo dos simpáticos animais: num ecran é apresentada uma sequência de números por breves instantes; depois o ecran desaparece e o bicho tem que reproduzir a sequência que viu por breves segundos. O extraordinário, é que o mesmo teste feito a seres humanos adultos, demonstra que os chimpazés tiveram melhor desempenho, portanto terão uma memória de curto prazo superior a humanos adultos.

Diz o locutor: (José Guedes de Carvalho) "Uma experiência com macacos feita no Japão demonstra que estes são mais inteligentes que os estudantes universitários"

Digo eu: Mais inteligentes que estudantes universitários é um exagero! Aquilo que podemos afirmar, com elevado grau de certeza, é que são mais inteligentes que os locutores da SIC.

publicado por Oscar Carvalho às 21:21
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La Palisse

"Subida das taxas de juro penaliza quem tem crédito à habitação" diz hoje o Público em grande na capa. A grande questão que se levanta agora é: será que só agora é que os senhores se aperceberam disso?
Não posso deixar de notar que o Público nunca, mas nunca escreveria as verdades da La Palisse inversas na capa, ou seja "Subida das taxas de juro beneficia quem tem poupanças" ou "Subida das taxas de juro beneficia quem está mais vulnerável à inflação".
Fico à espera de descobertas bombásticas como "tempo frio penaliza quem prefere o Verão" ou "falta de água penaliza quem tem sede".
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publicado por Miguel Carvalho às 15:04
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Um PISA para os jornalistas, por favor!

Foram hoje divulgados os resultados do PISA (Programme for International Student Assessment) da OCDE, onde houve uma subida em todos os principais níveis dos valores de Portugal. A nossa imprensa além de falta de capacidade de análise, não refere obviamente isso, optando por relembrar os maus resultados.

A notícia do DD começa com um título bota-abaixista com "OCDE: alunos portugueses com conhecimentos abaixo da média - Os alunos portugueses de 15 anos estão abaixo da média dos seus colegas da OCDE a nível de conhecimentos científicos, literacia e matemática."

Mais à frente, "este ano com incidência em particular nas ciências, o PISA conclui que esta é uma área em que os alunos portugueses subiram ligeiramente os seus conhecimentos, embora continuem, ainda assim, muito abaixo dos 57 países analisados. Portugal conquistou apenas a 37. ª posição do ranking."
1. No último estudo (2003) Portugal estava em 27º em 30 países, agora estamos em 37º em 57 países, e isto é uma "subida ligeira"? (Claro que para ser sério deveríamos entrar em conta com os países que passaram a ser incluídos, mas estou apenas a pegar nos mesmos dados que os jornalistas pegaram).
2. Continua abaixo dos 57 países analisados? Como assim? Ficámos em 58º? Ficámos de fora da escala? Então mas estamos em 37º, não ficamos atrás de 57.
3. Assumindo que queriam dizer "abaixo da média dos 57" - já que mais à frente há uma comparação com a média noutro tema - será que os senhores jornalistas não sabem que ficar na segunda metade do ranking não significa ficar abaixo da média? Vão aprender um bocadinho sobre mediana e média. Na realidade Portugal ficou realmente abaixo da média, mas isto não se pode depreender do ranking como o texto faz.
4. Não focando então no ranking, mas na pontuação entre países da OCDE (para termos uma população de comparação fixa) o hiato baixou de 32 para 17 pontos!

"No que toca à literacia, os resultados são ainda piores, já que o desempenho dos estudantes de 15 anos fica ainda mais abaixo da média dos países analisados."


De 24º em 30 para 32º em 57. O hiato da pontuação para a média da OCDE (ou seja amostra fixa) também diminui (ou seja uma melhoria).


"Na matemática, embora o cenário não seja mais animador, há a destacar uma establização dos números comparando com 2003."


Também aqui passámos de 27º em 30 para 37º em 57, e o hiato em pontos diminui. Estabilização de quê?
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publicado por Miguel Carvalho às 11:40
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Se mete percentagens dá disparate

Hoje, no Público: "Menos 36 por cento de ocorrências participadas pelas escolas. Uma redução do número de docentes agredidos de 390 para 185 face aos últimos dados conhecidos.". Ou seja, 390 docentes agredidos em 2005/2006 e 185 em 2006/2007 corresponde a uma queda de 36%? Vá-se lá saber como estas contas são feitas.
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publicado por Pedro Bom às 09:23
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Fisco perde milhões com os combustíveis

Tem sido martelada insistentemente a notícia que o fisco fica a perder milhões devido à diferença de preços ao consumidor nos combustíveis em comparação com a Espanha. Apesar de o estudo vir de uma das partes interessadas, não o vou comentar, porque não o conheço. Agora não é sério dizer que o Fisco perde X com os impostos altos, porque o fisco também fica a ganhar Y com esses mesmos impostos graças aos abastecimentos que se mantêm em Portugal.
Claro que é um desperdício enorme, quero apenas dizer que não se pode tomar aquele número como absoluto quando se fala em perdas para o fisco. Ou por outras palavras aquele valor não seria "recuperado" se os impostos fossem baixados.

Nota: não estou a defender a situação actual, apenas a notar uma incongruência
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publicado por Miguel Carvalho às 14:12
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Os números da greve

Não tenho dados logo não vou comentar os números, quero apenas comentar algo dito por uma líder sindical (não registei o nome). Dizia ela sobre os números do governos, que estes se baseavam apenas em 1200 funcionários, logo não era sério porque os funcionários são 700 mil.
Ora com certeza que isto é sério. É isso que se faz nas sondagens, nos estudos de mercado, nos estudos de opinião, nos estudos económicos, é o que faz o EuroStat, o INE, etc... chama-se amostragem. De um número reduzido extrapolou-se os valores totais. Descontando as eleições e os censos nacionais, não existe mais nenhum estudo que englobe a totalidade da população em causa.
O que não é correcto, é extrapolar valores quando a amostra não é representativa da população. Mas quanto à amostra em causa nada sei, nem pareceu preocupar a sindicalista.
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publicado por Miguel Carvalho às 14:06
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