Recebi uma resposta do Público referente a este
post. A resposta da jornalista pode ser lida
aqui. Resumo das minhas críticas, resposta da jornalista e minha contra-resposta:
No texto lê-se "
acréscimo de emprego registado em 2006 - a primeira subida em três anos", quando no gráfico houve vários crescimentos. Afinal o gráfico da notícia referia-se a emprego total por conta de outrem e o texto da notícia referia-se a emprego "total total" (por conta de outrem e por conta própria). Infelizmente não tenho o original (se alguém tiver assinatura, agradeceria muito que me deixassem aqui o texto) para verificar se o leitor foi induzido em erro. De qualquer modo, mesmo o emprego "total total" teve um aumento ligeiro em 2004 (que a jornalista diz que é estagnação) e uma estagnação em 2005, logo chamar-lhe "a primeira subida em três anos", induz o leitor em erro.
Na notícia diz-se que há uma tendência da "
criação de emprego (..) ser feita sobretudo via contratos a prazo", quando o gráfico mostra exactamente o contrário de 2002 a 2005. A resposta não é muito clara, mas passa por dizer que o número de
novos empregos em 2006 eram maioritariamente a prazo, sem nunca referir o que aconteceu de 2002 a 2005. Na realidade o número de empregos
a prazo destruídos foram mais que os criados, e empregos
sem termo foram mais os criados que os destruídos. Logo de 2002 a 2005 o emprego foi criado (em termos líquidos) via contratos sem termo!