(Obrigado ao nosso leitor JF)
"(...) o consumo voltou a cair" diz Pedro Duarte no Diário Económico no subtítulo.
No texto lemos "Segundo os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal relativos a Julho de 2008 hoje divulgados, em relação ao consumo privado, no trimestre terminado em Maio o índice de volume de negócios no comércio a retalho, divulgado pelo INE, aumentou em termos reais 0,4%, face ao período homólogo do ano passado."
E para abrilhantar a aldrabice, uma só até ficava mal, o Pedro lá acrescentou o habitual "voltou" no "voltou a cair".
definir termos
Consumo humano: corresponde às quantidades de produtos consumidos pela população residente, quer sob a forma de produto primário, consumido nesse estado, quer sob a forma de produto industrializado, convertido a primário, durante o período de referência.
Índice volume de negócios: Quantia líquida das vendas e prestações de serviços (abrangendo as indemnizações compensatórias) respeitantes às actividades normais das entidades, consequentemente após as reduções em vendas e não incluindo nem o imposto sobre o valor acrescentado nem outros impostos directamente relacionados com as vendas e prestações de serviços.
Estimados senhores de pente fino, vocês estão confundindo batatas com alhos: como indico na definição de termos acima descrita.
Explico: o consumo é a quantidade de bens consumido por exemplo quilos de batatas que caíram com respeito a quantidades anteriores.
Enquanto ao volume de negócios é em dinheiro que aumento, isto se deve a que a inflação aumenta o preço dos produtos, mas existe uma diminuição do consumo dos produtos por parte das pessoas, isto é uma sinal de crises económica.
Quer dizer a empresa vende mais em dinheiro mas menos em produtos. porque os preços estão mais caros.
Consumo humano? Não quereria dizer consumo privado?
É verdade que a variação do consumo privado, propriamente dito, é dado por outro indicador.. e este também não é negativo.
Mas quando falamos em "consumo", podemos querer dizer muita coisa (o consumo privado é o mais habitual, mas há muitos outros). A julgar pelo texto, o "consumo" a que o jornalista se refere no 1º parágrafo é o índice de volume de negócios no comércio a retalho, porque é o único valor ligado ao consumo que refere no texto a seguir.
E este indicador é positivo.
Convencido?
Estimado senhor Miguel Carvalho
Os termos por mim escritos nos comentários que fiz ao seu comentário foram tomados das definições do INE (se quiser pode lá ir ver no site). Que neste caso o jornalista tirou do INE.
Eu reconheço que muitos jornalistas não tem mérito para o ser, (por varias razões que não vêm ao caso). Mas neste caso o jornalista pegou em vários "indicadores" de diferentes institutos para demonstrar que a coisa está LIX....DA, que se você ler com atenção no meu comentário eu explico de uma maneira, mais digestível.
Com respeito ao consumo desde o tema que o jornalista estava tratando em questão, é o consumo privado feito pelas famílias em contraposição do consumo publico feito pelo estado, ali não falam de outros consumos, são os que o INE e o BdP valoram.
O artigo toma três parâmetros (no meu comentário só coloco os dois porque não tinha visto o artigo que você linkou), e estes são:
1- Diminuição do consumo privado das famílias BdP
2- Aumento índice de volume de negócios no comércio a retalho INE. (Explicado no meu comentário)
3- Diminuição do índice de confiança do consumidor na área do comércio a retalho (entre outros), Opinião da Comissão Europeia (este parâmetro é subjectivo).
Estes três parâmetros estão interligados, NO ABRANDAMENTO DA ACTIVIDADE ECONÓMICA.
O fenómeno que eu descrevo no meu comentário é o que acontece em tempos de inflação, isto é uma primeira onda de choque, logo vem estagno inflação, (de facto vi uma comentarista que trabalha no BdP satisfeita porque Portugal tem uma inflação baixa com respeito ao resto da Europa, e é por este fenómeno), veja as famílias com créditos que não podem pagar, Existem outros indicadores não oficias numa crises económica, aumenta delinquência, aumento malestar popular, aumento corrupção, aumento dos sem abrigo, aumento de pessoas pedindo esmola pelas ruas, meninos desnutridos, aumento da morbomortalidade da população, entre outros. Que aumentarão se a crises económica aprofundar.
Baseado em tudo o anterior, no seu blog você têm uma imprecisão ao artigo do DE, talvez o jornalista não se soube dar a entender, mas o que ele diz ali é lógico, ele nem sequer dá uma opinião só diz os "índices" de diferentes organismos e estão correctos, e que correspondem ao fenómeno da inflação e abrandamento da economia.
Convencido?
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