Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Que dia extraordinário, só recordes

Ao abrir o Diário Digital:
Preço dos cereais bate record.
Preço do petróleo bate record.
Preço do Euro bate record.

Eu já nem peço um "bocadinhozinho" de noções do funcionamento da economia. Apenas um minimozinho de espírito crítico. Não será que estes recordes todos se devem à desvalorização do dólar, e não à valorização destes produtos todos??

Adenda: Não estou com isto a querer dizer que o petróleo e os cereais não estejam a ficar mais caros (em euros inclusive) no médio prazo, mas quando estes recordes - que quase por definição são eventos raros - acontecem todos ao mesmo tempo é de desconfiar do que está por detrás deles.
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publicado por Miguel Carvalho às 10:50
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Mais uma enorme coincidência!

Euro e petróleo iniciam semana sobre máximos históricos diz o Diário Digital. O ouro e o cobre também sobem.
Sendo que não há nenhuma razão forte para que o valor real do Euro, do petróleo, do ouro e do cobre estejam relacionados entre si, isto trata-se de uma enorme coincidência! Algo que acontece com 0,001% de probabilidade. Tratando-se da 20ª vez que se lê esta notícia nos últimos tempos, estamos a falar de uma coincidência ainda maior, algo com 0,0000000000000000000001% de probabilidade de acontecer.

Ou será que é o dólar que está continuamente a ser desvalorizado, e os jornalistas não compreendem que o dólar não é uma moeda de referência absoluta (e cada vez o é menos)? Uhm... Isso parece-me altamente improvável.
publicado por Miguel Carvalho às 11:04
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

O dólar e o custo de vida

O Público tem disponível na secção de Economia da sua edição online um inquérito bastante curioso. Perguntam-nos eles se achamos que o euro forte penaliza o custo de vida das famílias. HÃ?! Desculpem lá, não entendi.

 

Todos sabemos que o Euro tem valorizado progressivamente em relação ao dólar nos últimos tempos. Lembram-se há uns tempos de se falar em "paridade", conceito que na altura serviu, um pouco abusivamente na minha opinião, para dizer que um dólar se transaccionava nos mercados de câmbio ao preço de um euro? Pois bem, há cerca de um ano um euro já andava pelos 1.25 dólares e hoje, segundo o Banco de Portugal, já comprava 1.42 dólares. Ora, quem consome bens importados dos Estados Unidos (ou doutro país, se os preços estiverem denominados em dólares) sabe perfeitamente que paga menos euros por eles.

 

Claro, quem sai mal desta história são os exportadores que, vendo os preços dos seus produtos aumentados em dólares por via apenas da taxa de câmbio, têm mais dificuldades em colocá-los no mercado americano. Mas isto nada tem a ver com a pergunta, que se refere explicitamente às famílias e ao seu custo de vida.

 

Estará o Público a confundir "euro forte" com inflação na área euro? Talvez. Ou estarão eles completamente conscientes da pergunta e querem apenas induzir os leitores em erro. Parece que sim... à hora que escrevo, 510 pessoas (63% do total) já tinham dito que sim!

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publicado por Pedro Bom às 22:42
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Record dos preços do Euro, do petróleo, do ouro, das matérias primas...

A imprensa tem noticiado nos últimos dias, no seu tom sensacionalista de sempre, que o Euro nunca esteve tão caro (em dólares), que o petróleo nunca esteve tão caro (em dólares), que o ouro nunca esteve tão caro (em dólares), que as matérias primas nunca estiveram tão caras (em dólares). Há depois análises e discussões sobre as consequências destas incríveis subidas, fala-se de pressões inflacionistas, intervenções dos bancos centrais, etc...
Descontando algumas boas excepções, como é possível que ninguém repare que estas subidas não são uma coincidência, são pura e simplesmente uma descida do dólar? O facto de o dólar ser (ter sido) um valor de referência não implica que o seu valor (real) não possa variar.
Estas subidas acabam assim por ter impacto directo muito reduzido na economia portuguesa, porque os preços destes produtos estão relativamente constantes em euros.


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publicado por Miguel Carvalho às 11:39
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